ARQUITETURA - LINHA 3-VERMELHA

A ARQUITETURA DA LINHA 3-VERMELHA

A Continuidade

A Linha 3-Vermelha, tal como a Linha 1-Azul, adotou uma política bastante arrojada para as intervenções urbanas.

A implantação dessa linha atuou com vetor para a reurbanização da zona leste, resultando no prolongamento da Av. radial Leste do Tatuapé até Itaquera na canalização dos córregos de obras de infraestrutura e na implantação de creches, escolas e dentro de atendimento comunitário.

Dentro desse contexto, foram realizadas obras de reurbanização nas praças da Sé e República, na Ladeira da Memória, nos largos do Arouche e Santa Cecília, na região central, além da implantação de um grande Terminal Intermodal de Passageiros e do Memorial da América Latina, na Zona Oeste da cidade.

Praça Estação Guilhermina-Esperança Praça próxima à Estação Guilhermina-Esperança.


Métodos Construtivos

Foram três os métodos construtivos empregados nas estações da Linha 3-Vermelha:

  • 1

    vala a céu aberto(VCA) ou trincheira

  • 2

    Superfície

  • 3

    Elevado



Os Conceitos

Durante a elaboração dos projetos da Linha 3-Vermelha, passou-se a perseguir uma efetiva integração entre os ambientes internos das estações subterrâneas e o entorno urbano, mediante o uso de grandes aberturas que permitissem que o ar e a luz natural da superfície penetrassem até os locais mais profundos das estações.

Exemplos de aplicação desses conceitos são as estações Marechal Deodoro e Santa Cecília.

Com a adoção desses conceitos, a arquitetura desenvolvida na Linha 3-Vermelha permitiu a redução da quantidade de torres de ventilação e a necessidade de equipamentos eletromecânicos de insuflação de ar, largamente empregados na Linha 1-Azul, implementando-se soluções mais simples e econômicas, bem como criando-se espaços de melhor qualidade e conforto ambiental.

Estação Marechal Deodoro Estação Marechal Deodoro.


Partidos Arquitetônicos

As Coberturas

O partido arquitetônico adotado para os projetos das estações em superfície da Linha 3-Vermelha tem como característica básica a inovação dos materiais empregados nas coberturas, formadas por estruturas metálicas do tipo espacial que, por suas condicionantes físicas, possibilitaram cobrir grandes vãos, reduzindo significativamente os custos e prazos de execução das obras.

Estação Palmeiras-Barra Funda Estação Palmeiras-Barra Funda.


Marcos Referenciais

A aplicação de cores, nas treliças espaciais e nas testeiras das coberturas, resultou em um forte elemento de identificação das estações, transformando-as em importantes marcos referenciais na paisagem urbana.

Bloco F - Pátio Itaquera Bloco F - Pátio Itaquera.


Estrutura Multimodal

Consolidando seu papel estruturador dos diferentes modos de transporte coletivo e em função da política de descentralização dos terminais rodoviários, iniciada em 1977 pela Prefeitura Municipal de São Paulo, o Metrô implantou terminais multimodais, como o de Barra Funda, no qual o sistema de trens metropolitanos, linhas de ônibus municipais, intermunicipais e interestaduais se integram com a rede metroviária.

Estação Vila Matilde Estação Vila Matilde.


Prêmio Internacional

A Quinta Bienal de Arquitetura de Buenos Aires conferiu a arquitetos do Metrô o "Prêmio Especial Del Jurado" pelo conjunto de projetos representativos da produção arquitetônica da Companhia do Metropolitano de São Paulo.

Entre os projetos da Linha 3-Vermelha, foram premiadas as estações Palmeiras - Barra Funda (arqt. Roberto Mac Fadden); Marechal Deodoro (arqt. Roberto Mac Fadden); Sé (arqts. João Paulo e Roberto Mac Fadden); PedroII (arqt. Meire Gonçalves Selli); Artur Alvim (arqt. Katumi Sawada) e Itaquera (arqts. Meire Gonçalves Selli e Renato Viégas).

Foram premiados ainda os projetos da Estação Trianon-Masp (Linha 2-Verde), de autoria dos arquitetos Roberto Mac Fadden, Renato Viégas e Eduardo Hote; a Estação Parada Inglesa (Linha 1-Azul), do arq. Francisco Hideu Nunomura, e a futura Estação Incor, da Linha 4-Amarela, de autoria do arq. Alfredo Nery Filho.