OPERAÇÃO

O METRÔ EM OPERAÇÃO

A operação do Metrô é uma tarefa de extrema responsabilidade, considerando que cerca de 3,8 milhões de pessoas são transportadas diariamente. Para controlar a operação do Metrô, existe o Centro de Controle Operacional - CCO - onde homens e moderníssimos computadores controlam e regulam toda a movimentação do sistema.

O programa controla o desempenho e o intervalo entre os trens, monitora a energia do sistema e supervisiona todas as estações e equipamentos da rede.

Centro Operacional

Os funcionários da sala de controle operacional, auxiliados por painéis eletrônicos, observam o que acontece em cada trecho do Metrô e podem efetuar os ajustes exigidos pelas ocorrências de campo.

Qualquer eventualidade é informada por um sistema de rádio e telefonia que liga o CCO ao pessoal operativo das estações, às cabines dos trens, e às torres de controle dos pátios de estacionamento das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás.

Início das operações

As torres nos pátios do Jabaquara, Tamanduateí, Itaquera e Capão Redondo determinam quais composições devem ser despachadas, obedecendo a uma escala de horários. Os operadores assumem seus lugares e aguardam a liberação do pátio para partir.

São geralmente conduzidos por um processo totalmente automatizado, que os ingleses chamam de ATO (Operação Automática dos Trens). Neste modo de operação, a movimentação dos trens é totalmente controlada pelos computadores.


Condutor de trem

Mesmo assim, a habilidade e a experiência do operador são essenciais, pois é dele que depende a segurança do sistema, sobretudo se há alguma anormalidade como a presença de um obstáculo na via ou casos de passageiros ou objetos presos nas portas dos trens.

Existem ainda outras duas modalidades de operação do sistema: a semiautomática e a manual.

No modo semiautomático, a parada da composição, o controle das portas, a aceleração e a frenagem ficam a cargo do operador. O controle da movimentação dos trens continua sendo feito pelo sistema de sinalização. Trabalha-se com segurança máxima.

Equipamentos controlam a velocidade, mantendo a distância mínima entre os trens, impedindo colisões. Se for ultrapassado o limite da velocidade permitida, sua frenagem é automaticamente acionada. O uso do procedimento de falha segura garante que qualquer falha no sistema de sinalização gere uma condição de operação mais restritiva.

Em casos de emergência, é utilizada a operação manual. O operador controla a movimentação dos trens, recebendo orientação por rádio do CCO e a velocidade de tráfego é limitada a 30 km por hora.