METRÔ E AS QUESTÕES CLIMÁTICAS

O transporte de passageiros nas cidades é um setor chave tanto para o aspecto de mobilidade urbana e qualidade de vida como para as questões climáticas. Por exigir um intensivo consumo de energia, seja energia elétrica ou energia de origem fóssil (gasolina, diesel), as emissões de gases de efeito estufa-GEE e de contaminantes atmosféricos locais-CAL tendem a ser altas

No cenário internacional e, especialmente no brasileiro, em que a matriz energética é baseada predominantemente em fontes de energia renovável, o Metrô é o modal que apresenta os melhores indicadores de desempenho climático.

A alta capacidade de transporte do modal permite substituir meios de transportes poluentes e a melhoria da circulação. Ao não disputar espaço com os veículos nas vias, contribui para a diminuição do congestionamento, da lentidão do trânsito e consequentemente do consumo de combustível. Assim, induz o desenvolvimento regional de forma sustentável, ao promover a diminuição das emissões atmosféricas.


Emissões de GEE por passageiro/km: utilizar Metrô emite menos carbono do que usar automóvel.

Emissões de GEE por passageiro

O Metrô, movido à energia elétrica, em comparação com outros modais movidos a combustível fóssil, apresenta menor emissão de gases de efeito estufa por passageiro-quilômetro. Quando comparado com outros modais, para se viajar por uma mesma distância, o Metrô emite, em média, 14 vezes menos gases de efeito estufa em comparação ao ônibus e 18 vezes menos do que o automóvel movido a gasolina.


Balanço Líquido de Emissões de Gases de Efeito Estufa-GEE

Balanço Líquido de Gases de Efeito Estufa-GEE

As viagens de Metrô contribuem para que sejam evitadas as emissões de gases de efeito estufa-GEE e poluentes locais, entre outros benefícios.

Esses benefícios da rede metroviária operada pelo Metrô de São Paulo são calculados considerando os ganhos obtidos com a transferência de passageiros de outros meios de transporte para o sistema e o efeito disso na redução de viagens, circulação de veículos nas ruas, menor congestionamento do trânsito e menor consumo de combustível.

Com a expansão da rede as emissões de GEE associadas à operação aumentam devido principalmente ao consumo de energia elétrica pelos trens. Contudo, com a promoção de maior mobilidade urbana e a capacidade de substituição modal do Metrô faz com que se evite a emissão de toneladas de GEE.

O saldo positivo faz com que para cada tonelada de GEE emitido pela operação do sistema se reduza, em média, 18 vezes o valor das emissões, variando de ano a ano.

O benefício, medido anualmente, mostra que a utilização do Metrô é uma alternativa de transportes estratégica para a mobilidade urbana sustentável.

Energia Elétrica: Principal Fonte de Emissões de GEE do Metrô

Energia Elétrica

Consumo de energia elétrica representa 90% do total de emissões de GEE do Metrô. A maior parte está diretamente relacionada à operação do sistema (tração dos trens, estações, pátios de manutenção e centro de controle operacional). De maneira variável, as obras também possuem consumo elétrico que aumenta ou diminui de acordo com a fase de obras, sendo escavação de túneis, a atividade mais intensiva em consumo de energia.

No processo de concepção das futuras linhas, os projetos de engenharia, arquitetura, sistemas e material rodante integram soluções em sustentabilidade e eficiência energética.

A eficiência energética visa não só a redução do impacto ambiental, mas também do impacto econômico-financeiro, já que o consumo de energia representa parcela significativa dos custos operacionais.