METRÔ E AS QUESTÕES CLIMÁTICAS

O transporte de passageiros nas cidades é um setor chave tanto para o aspecto de mobili-dade urbana e qualidade de vida como para as questões climáticas. Por exigir um intensivo consumo de energia, seja energia elétrica ou energia de origem fóssil (gasolina, diesel), as emissões de gases de efeito estufa-GEE e de contaminantes atmosféricos locais-CAL tendem a ser altas.

No cenário internacional e especialmente no brasileiro, em que a matriz energética é base-ada predominantemente em fontes de energia renovável, o metrô é o modal que apresenta os melhores indicadores de desempenho ambiental associados a um cenário de baixo car-bono.

A alta capacidade de transporte do modal permite substituir meios de transportes poluen-tes e a melhoria da circulação. Ao não disputar espaço com os veículos nas vias, contribui para a diminuição do congestionamento, da lentidão do trânsito e consequentemente do consumo de combustível. Assim, induz o desenvolvimento regional de forma sustentável, ao promover a diminuição das emissões atmosféricas.


Emissões de GEE por passageiro/km: utilizar metrô emite menos carbono que ao usar automóvel.

Emissões de GEE por passageiro

O metrô, movido à energia elétrica, em comparação com outros modais movidos a combustível fóssil, apresenta menor emissão de gases de efeito estufa por passageiro-quilômetro.

Isto significa que a cada quilômetro que se viaja de metrô, é emitido em média o equivalen-te a 6 gramas de gás carbônico (CO2e). Se o percurso fosse feito por ônibus em São Paulo seria emitido 14 vezes mais e por carro a gasolina 20 vezes mais, em média.

Emissões de GEE por passageiro

Emissões de gases de efeito estufa por pkm – metrô, ônibus e automóvel (gCO2e por pkm)
Fontes: Custos de Energia, Fontes Renováveis e Emissões de CO2e. NOVA, 2008.
Inventário de emissões veiculares do Estado de São Paulo, CETESB, 2016


Balanço Líquido de Emissões de Gases de Efeito Estufa-GEE

Balanço Líquido de Gases de Efeito Estufa-GEE

As viagens de metrô contribuem para que sejam evitadas as emissões de gases de efeito estufa- GEE e poluentes locais entre outros benefícios. Esses benefícios da rede metroviária operada pelo Metrô de São Paulo são calculados considerando os ganhos obtidos com a transferência de usuários de automóveis e ônibus para o sistema e o efeito disso na redução de viagens e na circulação de veículos nas ruas, menor congestionamento do trânsito e menor consumo de combustível.

Com a operação da rede pelo Metrô de São Paulo, em 2016, foi evitada a emissão de 938 mil toneladas em CO2e.

Por outro lado, para a operação da rede foram geradas 44 mil toneladas em CO2e em de-corrência do consumo de energia elétrica (tração, manutenção, estações, centros de con-trole operacional e subestações).

O balanço líquido entre o que é evitado e o que é gerado pela operação da rede é bastante positivo: 893 mil tCO2e evitadas.

Balanço Líquido de emissões de GEE

Balanço Líquido das Emissões de GEE - Metrô de São Paulo 2016 E (mil tCO2e)
Emissões de GEE evitadas (com a existência da rede do Metrô SP) 938¹
Emissões de GEE geradas para a operação (em decorrência do consumo de energia elétrica) 44²
Emissões de GEE Evitadas líquidas 893

Fontes: ¹Balanço Social - Relatório de Sustentabilidade 2016.
² Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa 2016.


Isso significa que para cada tonelada em CO2e emitida em função da operação do Metrô, foi evitada, em 2016, a emissão de 21 tCO2e em função da transferência do passageiro do au-tomóvel e do ônibus para o metrô e melhora no trânsito – um benefício de 2100%.

O benefício, medido anualmente, mostra que a utilização do metrô é uma alternativa de transportes estratégica para a mobilidade urbana sustentável.

Quer saber mais sobre o Inventário de emissões de GEE do Metrô? Entre em contato conosco aqui.


Energia Elétrica: Principal Fonte de Emissões de GEE do Metrô

Energia Elétrica

Consumo de energia elétrica representa 90% do total de emissões de GEE do Metrô. Em 2016, este consumo representou 44 mil toneladas em CO2e, de um total de 51 mil tCO2e.

O consumo total de energia é de mais 500 Gigawatt-hora (GWh), sendo 96% do total para a operação do sistema. Depois de uma sequência de aumentos anuais, em 2016, houve uma queda de 5% no consumo total, devido principalmente ao fim dos trabalhos de escavação dos túneis nos canteiros de obras de expansão no primeiro semestre do ano.