ARQUITETURA - LINHA 4-AMARELA

A ARQUITETURA DA LINHA 4-AMARELA

Reafirmando Ideias

Dando continuidade às premissas que nortearam os projetos da Linha 2-Verde e das estações subterrâneas na Linha 3-Vermelha, os projetos das estações da Linha 4-Amarela reafirmam o acerto dos conceitos aplicados, otimizando o pleno aproveitamento dos espaços gerados pelos métodos construtivos empregados.

A Linha 4-Amarela tem seu percurso todo subterrâneo, desde a Estação Luz até a Vila Sônia, constituindo-se em uma rota de integração com as demais linhas metroviárias e com a Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos - CPTM.

A Linha 4-Amarela integra-se com a Linha 1-Azul na Estação Luz; com a Linha 3-Vermelha na Estação República; com a Linha 2-Verde na Estação Consolação e com a Linha 9-Esmeralda da CPTM na Estação Pinheiros, junto à Marginal Leste do Rio Pinheiros.

Por estar sob o leito de importantes eixos viários da cidade (avenidas Ipiranga, Consolação, Rebouças e Francisco Morato), além de passar sob o Rio Pinheiros, a Linha 4-Amarela possui em seu trajeto complexas interferências urbanas que foram determinantes na escolha dos métodos construtivos adotados para a execução de estações e túneis de via.

Especial atenção foi dada à definição das áreas a serem desapropriadas, visando à redução dos custos sociais e financeiros.

Estação Luz Estação da Luz na Linha 4-Amarela, que faz integração com a Linha 1-Azul na Estação da Luz, Linha 3-vermelha na Estação República e Linha 2-Verde na Estação Consolação.


Métodos Construtivos

Foram dois os métodos construtivos empregados nas estações da Linha 4-Amarela:

  • 1

    vala a céu aberto (VCA)

  • 2

    trincheira e NATM ou túnel mineiro



Os Conceitos

Em continuidade aos conceitos aplicados nos projetos das estações da Linha 2-Verde, os projetos da Linha 4-Amarela objetivaram minimizar os impactos ambientais e urbanos nas regiões envolvidas, tirando o maior partido possível do espaço resultante do método construtivo adotado, especialmente dos poços de ataque à obra.

Estação Butantã Estação Butantã.


Partidos Arquitetônicos

Poços e Conexões

Um dos princípios que nortearam a concepção arquitetônica de seis das dez estações da Linha 4-Amarela foi a adoção de um ou dois poços verticais de ataque à obra da estação como base do método construtivo.

Quando situados ao lado das plataformas, esses poços foram alocados de maneira a permitirem a escavação do corpo da estação através de um túnel de conexão.

Quando situados sobre as plataformas, a escavação do corpo da estação efetua-se a partir do próprio poço. Terminado o processo de escavação, os poços de ataque à obra serão utilizados como espaços de conexão das plataformas com a superfície.

Como espaços de conexão, os poços incorporarão escadas rolantes, escadas fixas e elevadores, bem como os dutos necessários ao sistema de exaustão e à passagem dos cabos dos sistemas eletromecânicos, permitindo ainda a ventilação natural dos ambientes subterrâneos das estações.

Construção Estação Higienópolis-Mackenzie Construção da Estação Higienópolis-Mackenzie

Estação República Estação República

Circulação e Esquinas

Em função de sua localização - cruzamento das avenidas Ipiranga e São Luís - e do método construtivo adotado (Vala a Céu Aberto), a concepção do projeto da Estação República, da Linha 4-Amarela, buscou reproduzir, na área não paga dos mezaninos, as mesmas possibilidades de circulação de pedestres encontradas na superfície.

Assim, foi projetado um acesso para cada esquina, visando permitir a travessia sob as avenidas, criando condições de circulação abrigada e segura, tanto para os usuários do metrô, quanto para os pedestres.

Outro partido adotado nos projetos foi gerar aberturas entre os diversos níveis das estações, possibilitando aos usuários uma visão geral da circulação e dos espaços projetados.

Como resultado destaca-se a Estação República da Linha 4-Amarela, em que o 1º nível subsolo ("Hall" de bilheterias e bloqueios) assume a condição de "galeria subterrânea", a exemplo de outras existentes no centro antigo de São Paulo.

Reconstituição Urbana

Podemos encontrar outro resultado interessante associado à concepção de ventilação natural na Estação República, na qual a existência de grelhas na superfície integrou-se à reconstituição do canteiro central da Av. Ipiranga, resgatando a configuração original da avenida.