ARQUITETURA - LINHA 2-VERDE
A ARQUITETURA DA LINHA 2-VERDE
REVENDO CONCEITOS
Tendo como parte de seu trajeto a Av. Paulista, os conceitos de intervenções praticadas pelo Metrô procuraram reduzir os transtornos ao trânsito local e à circulação de pedestres, bem como impactos ambientais e urbanísticos provocados pelas desapropriações na região de maior valor imobiliário da cidade.
Dentro desse contexto, a arquitetura foi o elemento catalisador para a materialização dos novos conceitos e aplicação de novas tecnologias construtivas utilizadas na Linha 2-Verde.
Destacamos as estações Trianon-Masp e Brigadeiro, nas quais a implantação de dois mezaninos proporcionou maior acessibilidade às estações com significativa redução do volume de escavações.
Estação Consolação.
MÉTODOS CONSTRUTIVOS
Foram três os métodos construtivos empregados nas estações da Linha 2-Verde:
-
1
vala a céu aberto(VCA) ou trincheira
-
2
NATM ou túnel mineiro
-
3
enfilagem
OS CONCEITOS
Os projetos desenvolvidos buscaram adequar as soluções estéticas e formais aos métodos construtivos utilizados, criando espaços funcionais e de grande beleza plástica.
A adoção de grandes aberturas desde a superfície e a instalação de grelhas nos passeios, possibilitaram a simplificar o sistema de ventilação com a eliminação das torres de ventilação, características da Linha 1-Azul.
PARTIDOS ARQUITETÔNICOS
Mezaninos e Enfilagens
A utilização de enfilagens, executadas a partir de vala situada no passeio, permitiu a abertura de grandes vãos sob a Avenida Paulista onde foram locadas as bilheterias e as linhas de bloqueio, definindo a organização do espaço e a distribuição do fluxo de usuários.
Enfilagem.
Materiais e Espaços
Visando tornar mais agradáveis os espaços das estações subterrâneas, na Linha 2-Verde, adotou-se como partido o emprego de materiais de acabamento e comunicação visual integrados às formas definidas pelos métodos construtivos.
A partir dessa concepção, foram realizados estudos cromáticos, de forma a se tirar partido das cores de pisos, revestimentos e forros como elementos identificadores das estações.
Empregou-se, assim, acabamento cerâmico colorido sobre o concreto, quebrando a hegemonia da cor cinza nas estações. Também os forros das estações ganharam várias tonalidades, alternadas entre cores quentes e frias.
Diferentemente da Linha 1-Azul, os pisos de granito aplicados na Linha 2-Verde caracterizam-se pela utilização de tons variados para cada Estação, resultando na individualização e valorização dos espaços projetados.
No projeto de iluminação, foram adotadas diferentes faixas de intensidade de luz, buscando a valorização das formas estruturais e elementos arquitetônicos, sem prejuízo das condicionantes segurança e conforto, sempre presentes nas edificações do sistema metroviário.
A instalação de obras de arte com características permanentes valorizou o ambiente interno de cada Estação, concorrendo ainda para o enriquecimento cultural dos usuários do Metrô.
Estação Trianon-Masp.
Estação Trianon-Masp.













