Governo do Estado de São Paulo
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Metrô de São Paulo – Perfil

GRI Perfil

2.1 / 2.2 / 2.3 / 2.5 / 2.6 / 2.7 / 2.8

GRI Economicos

EC9

A Companhia do Metropolitano de São Paulo é uma das empresas vinculadas à Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo. Tem a responsabilidade de planejar e conceber os projetos de engenharia e arquitetura para a implantação de linhas de metrô, bem como operar e manter o sistema de transporte público metroviário das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás na Região Metropolitana de São Paulo.

Com uma rede de 74,3 km de trilhos, integra-se ao sistema de trens operado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM e ao sistema de transporte por ônibus operado pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – EMTU (ônibus metropolitano) e pela São Paulo Transportes – SPTrans (ônibus municipal).

Em 2011, o Governo do Estado de São Paulo inaugurou a fase 1 da Linha 4-Amarela, ligando a região da Luz ao bairro do Butantã, primeiro empreendimento no setor de transportes viabilizado com parceria público-privada. Os investimentos para a desapropriação e construção civil da Linha 4-Amarela foram garantidos pelo Governo de São Paulo e o material rodante e sistemas pela iniciativa privada. A operação e manutenção foram concedidas pelo Estado, por meio de processo licitatório, à concessionária ViaQuatro, que deverá operá-lo por um período de trinta anos, cabendo à Secretaria de Transportes Metropolitanos, através da Comissão de Monitoramento das Concessões e Permissões, o controle e acompanhamento dos indicadores de desempenho do operador daquela linha.

A empresa foi constituída sob a forma de sociedade de economia mista em 24 de abril de 1968, dois anos depois de ser criada por meio da Lei Municipal nº 6988/66.

Tendo em vista a necessidade de vultosos volumes de recursos para expansão da rede metroviária, o Executivo Municipal, através da Lei Municipal nº 8.830, de 12 de dezembro de 1978, abriu mão de manter o controle acionário da Companhia do Metrô dando oportunidade para o Governo do Estado de São Paulo realizar diversos investimentos necessários à expansão da rede através de subscrição de ações por parte da Fazenda do Estado de São Paulo e da Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo – EMPLASA.

Atualmente, a participação acionária da Fazenda do Estado é de 96,64%, a Prefeitura participa em 3,25%, restando aos demais acionistas a participação em 0,11%, segundo posição de 31 de dezembro de 2011.

Metrô de São paulo - Perfil Metrô de São paulo - Perfil

O Metrô possui uma equipe de aproximadamente nove mil empregados registrados sob o regime da CLT, além de serviços contratados em apoio às atividades de limpeza, manutenção de jardins, segurança, transportes, etc. Por ser uma empresa que presta serviço público, segue as diretrizes para o setor de transportes metropolitanos e está submetida à legislação que define regras para a prática pública, como a Lei Federal 8666/93 e suas alterações. Nos processos de licitação, segue as regras para habilitação/qualificação técnica de empresas proponentes que, quando contratadas, devem cumprir os requisitos legais e normativos relacionados à atividade comercial exercida e seus impactos ambientais, tais como tratamento de resíduos.

As despesas relativas à manutenção da estrutura da empresa são custeadas pela soma das receitas tarifária e não-tarifária.

A receita tarifária é o valor total, resultante do pagamento da tarifa pelos usuários para a utilização do serviço de transporte metroviário, somado aos reembolsos do Governo do Estado de São Paulo em razão das gratuidades.

As tarifas praticadas pelo Metrô são decorrentes de política tarifária definida pelo Governo do Estado de São Paulo, que considera o perfil socioeconômico dos usuários e suas necessidades de deslocamento, bem como a meta para as operadoras de obtenção e manutenção do equilíbrio econômico-financeiro.

A Política Tarifária é avaliada em todos os seus níveis (econômico e financeiro, operacional e social), pela Secretaria de Transportes Metropolitanos e demais operadores, considerando-se a integração tarifária entre os diversos modos que compõem o Sistema Metropolitano de Transportes.

Para definir o valor da tarifa, além dos aspectos de utilidade pública do transporte coletivo urbano, a capacidade de compra dos bilhetes pelos usuários e a necessidade da Companhia do Metrô em operar com equilíbrio econômico-financeiro, são considerados os seguintes aspectos tarifários:

  • cálculo do custo operacional por passageiro;
  • características dos diferentes tipos de tarifa;
  • cálculo do valor do ressarcimento pelo Governo do Estado à Companhia do Metrô, referente às gratuidades legais concedidas.

Com o intuito de criar impactos positivos ao reduzir tarifas para determinados grupos sensíveis a preço, opções de tarifa reduzida são oferecidas. Para tanto, o Metrô disponibiliza, dentre outros, os seguintes tipos de tarifa para seus usuários:

Bilheteria blindada
  • Bilhete Único Comum Integrado e Vale-Transporte: desde 2005, é comercializado através do cartão eletrônico, possibilitando utilizar uma viagem no sistema trilhos e até três viagens no sistema ônibus do município de São Paulo durante três horas. Utilizado por volta de 40% dos pagantes, o benefício mínimo gerado é a redução de mais de 22% no caso do usuário que utilize um ônibus e uma viagem de metrô. Além disso, aumenta a mobilidade da população ao integrar a rede de transporte público sem onerar o usuário.
  • Madrugador: desde 2009, para usuários do Bilhete Único Comum que ingressam no metrô das 4h40 até 6h14 e na CPTM das 4h20 até 5h34 é oferecida uma redução de mais de 16% na tarifa cobrada. Dentro do contexto em que regiões periféricas da cidade possuem renda menor, são favorecidos aqueles que precisam percorrer longas distâncias.
  • Madrugador Integrado: em 2009, foi lançando para os usuários do Bilhete Único Comum Integrado que ingressam no metrô das 4h40 até 6h14 e na CPTM das 4h20 até 5h34 é oferecida uma redução de 33% na tarifa cobrada em relação ao bilhete unitário. O benefício é duplo, pois reduz a tarifa para quem mora em regiões mais distantes e integra o modal trilho e pneus com diminuição de preço.
  • Fidelidade: criado em 2007 e ampliado em 2009, o cartão eletrônico pode ser carregado com oito, vinte ou cinquenta viagens com redução tarifária de 7% a 15% em relação a tarifa unitária. Visa beneficiar usuários cativos por ser aceito exclusivamente no Metrô ou CPTM.
  • Lazer: para aumentar o bem-estar da população, a partir de 2009, é oferecida a tarifa do Cartão Lazer, que proporciona um preço reduzido de mais de 16% em relação à tarifa unitária na utilização do metrô entre às 18h dos sábados até o encerramento da operação dos domingos. Também é válido durante toda a operação comercial das linhas do sistema metroviário nos feriados nacionais e estaduais de São Paulo. Somente com carga de dez viagens.
  • E-Fácil: com o objetivo de estimular os usuários de automóvel a realizar ao menos parte do trajeto utilizando o transporte coletivo, em 2010, foi criado um cartão que permite a integração metrô-automóvel nos estacionamentos E-Fácil implantados pelo Metrô. O preço é composto pelo valor de uma diária de 12 horas acrescido de duas viagens de metrô, trem da CPTM ou ônibus da SPTrans. Trata-se de uma versão do cartão Bilhete Único que permite ao usuário também utilizar todas as facilidades da integração entre os diversos modais.
Cartão bla e bilhetes

As tarifas praticadas pelo Metrô são decorrentes de política tarifária definida pelo Governo do Estado de São Paulo, que considera o perfil socioeconômico dos usuários e suas necessidades de deslocamento, bem como a meta para as operadoras de obtenção e manutenção do equilíbrio econômico-financeiro.

Para atender a legislação e medidas promovidas pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos, existem ainda tarifas especiais para:

  • Estudantes: isenção tarifária de 50% no valor da tarifa unitária, conforme Decreto 11.309 de 12/09/74;
  • Idosos: gratuidade total para pessoas com 65 ou mais anos de idade, definido pela Constituição de 1988 e já autorizado pela Resolução SNM-182 de 31/10/85, renovável a cada 180 dias;
  • Desempregados: gratuidade total aos trabalhadores desempregados, com direito por noventa dias; atendendo Decreto 32.144 de 14/08/90, alterado pela Resolução STM 25, de 28/03/03;
  • Pessoas com deficiência: com a Resolução STM-101 de 28/05/92 é destinada gratuidade total, renovável a cada 180 dias, apenas para aqueles com deficiência permanente, e com Resolução STM-61 de 27/10/06, permite gratuidade também para o acompanhante;
  • Policiais Militares e Guarda Civil Metropolitana: gratuidade total em conformidade com a Resolução SNM-032 de 28/02/85 e Resolução SNM-150 de 08/10/87 (Guarda Civil Metropolitana);
  • Oficiais de Justiça: gratuidade total no exercício da função e mediante Ofício emitido pelo juiz responsável.

Para compor as receitas totais, além da receita tarifária são geradas receitas não-tarifárias resultantes da atratividade que se reflete em oportunidade para desenvolvimento de novos negócios. Face à significativa demanda de usuários, a exploração comercial de espaços e empreendimentos associados ao sistema de transportes é estratégica como fonte de receita não-tarifária, bem como forma de tornar agradável e útil a passagem dos usuários pelo metrô.

Toda a receita de origem não-tarifária obtida soma-se à receita tarifária para a cobertura do custeio. Em 2011, a receita não tarifária gerada foi de R$ 144.611,6 (milhares de reais), um acréscimo de 8,56% em relação ao ano de 2010, correspondendo a 8,58% do total da receita total do Metrô.

A receita não-tarifária é composta pela exploração e comercialização de espaços publicitários em todo sistema (estações e trens), comercialização e gerenciamento de terrenos do Metrô de São Paulo (shoppings, lojas, terminais rodoviários), exploração de espaços nas estações e terminais urbanos.

Tarifas para Idosos
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2.10

Prêmios Recebidos em 2011

Selo empresa Cidadã

"Selo Empresa Cidadã" Câmara Municipal de São Paulo

O Metrô foi contemplado pela primeira vez com o incentivo, que reconhece sua responsabilidade socioambiental. O processo para a concessão do “Selo”, prêmio institucional que reconhece as ações e programas publicados no Balanço Social de uma empresa, voltados para a preservação do meio ambiente, qualidade de vida, equidade e desenvolvimento humano dos funcionários, suas famílias e da comunidade, é coordenado por uma comissão especial composta por entidades representativas da sociedade civil e membros do Legislativo. Essa comissão analisou os indicadores do Metrô que constam no Relatório de Administração de 2009 e 2010 e chancelou o “Selo Especial Empresa Cidadã” 2011-2012 à empresa, demonstrando o compromisso ético com uma sociedade menos desigual e inclusiva.

"Maior e Melhor Operadora de Transportes" Maiores & Melhores do Transporte

Maior Operadora de Transporte em Receita Operacional Líquida e Melhor Operadora de Transporte no ranking, foram os prêmios recebidos pelo Metrô no evento “Maiores & Melhores do Transporte”, realizado pela OTM Editora. Neste ano foram mais de setecentos concorrentes. O evento congratulou grandes empresas de transporte e logística, da indústria e comércio exterior. Os prêmios são o reconhecimento dos resultados positivos alcançados com a expansão e modernização das linhas metroviárias. Entre os critérios avaliados estão: receita operacional, patrimônio líquido, rentabilidade, produtividade e crescimento. Os balanços das empresas foram analisados por uma equipe especializada.

Empresa mais Sustentável

“Empresa mais Sustentável” Revista Imprensa

O Metrô de São Paulo obteve o primeiro lugar, no setor de transportes, na quarta edição do ranking das “Empresas mais sustentáveis segundo a mídia”, elaborado pela Revista Imprensa e publicado em agosto de 2011. Segundo a publicação, “a empresa procura tornar cada vez mais sustentáveis e acessíveis as suas estações”. Ainda de acordo com a Revista Imprensa, essas ações vão desde a concepção arquitetônica das novas estações, projetadas para aproveitar ao máximo a luz natural, com plena acessibilidade e equipamentos “inteligentes” que economizam energia, até a renovação das frotas antigas. O Metrô também utiliza energia elétrica renovável e não poluente para a movimentação dos trens.

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