Flutuação horária
A flutuação horária indica o número de viagens que têm início dentro de cada uma das faixas de amplitude de uma hora em que foi dividido o dia típico da pesquisa. Na flutuação horária das viagens por modo - coletivo, individual , motorizado, a pé e total, constata-se que, o número máximo de viagens motorizadas acontece entre 17h00 e 18h00 no pico da tarde.
Flutuação Horária das Viagens Diárias por Modo - Região Metropolitana de São Paulo
Hora de Saída

Coletivo

Individual

Motorizado

A Pé

Total
O índice de mobilidade é o número médio de viagens diárias realizadas por pessoa em uma dada população. Ele é obtido através da divisão do
total de viagens pelo número de habitantes.
O índice de mobilidade motorizada registrou uma elevação de 1,23 para 1,33 viagens motorizadas por pessoa, retomando o índice de 1987 (1,32 viagens motorizadas por pessoa), e revertendo uma tendência de queda que se observava desde 1977 . O índice de mobilidade total, que considera as viagens a pé, também acompanhou essa tendência: passou de 1,87 para 2,11 viagens por pessoa.
Considerando os modos, os índices de mobilidade apresentaram acréscimos para os modos individual e a pé, enquanto que o índice por modo coletivo permaneceu praticamente o mesmo no período de 1997 a 2002. A mobilidade por modo individual passou de 0,61 a 0,70 viagens por pessoa no período, superando em 2002 o índice por modo coletivo, que permaneceu praticamente o mesmo: 0,62 e 0,63 viagens por pessoa, em 1997 e 2002, respectivamente. A mobilidade a pé passou de 0,64 a 0,78 viagens por pessoa, no período. A mobilidade total e a mobilidade por modo individual apresentaram acréscimos em todas as faixas de renda familiar. No entanto, estes acréscimos são tanto maiores quanto maior a renda. A mobilidade por modo coletivo apresenta-se diferenciada: houve acréscimos até a renda familiar de R$ 3.000,00, decrescendo a partir desta renda. No caso do índice de mobilidade a pé, os maiores acréscimos ocorreram nas faixas de renda familiar até R$ 800,00, tendo sido proporcionalmente maior na faixa de renda familiar mais baixa de até R$ 400,00.
Índice de Mobilidade por Modo Coletivo e Renda Familiar Mensal - Região Metropolitana de São Paulo
Renda Familiar Mensal
(reais de outubro de 2002)
Índice de Mobilidade por Modo Individual e Renda Familiar Mensal - Região Metropolitana de São Paulo
Renda Familiar Mensal
(reais de outubro de 2002)
Índice de Mobilidade por Modo Motorizado e Renda Familiar Mensal - Região Metropolitana de
São Paulo
Renda Familiar Mensal
(Em reais de outubro de 2002)
Índice de Mobilidade Total e Renda Familiar Mensal - Região Metropolitana de São Paulo
Renda Familiar Mensal
(Em reais de outubro de 2002)
Em 2002, o índice de mobilidade total é crescente até a faixa etária de 30 a 39 anos; o índice de mobilidade das viagens a pé tem o seu máximo na faixa etária de 15 a 17 anos; o índice de mobilidade das viagens por modo individual tem seu pico na faixa etária de 40 a 49 anos e por modo coletivo, na faixa de 18 a 22 anos. O índice de mobilidade total apresentou acréscimos, em relação a 1997, em todas as faixas etárias, à exceção das faixas entre 7 e 14 anos. No entanto, os maiores acréscimos ocorreram nas faixas etárias entre 23 e 59 anos. Merece destaque as diferenças entre os modos coletivo e individual: enquanto que os maiores acréscimos ocorreram nas faixas etárias acima de 23 anos no modo individual, no modo coletivo só não houve perda de mobilidade nas faixas abaixo de 10 anos e na faixa de 60 anos e mais.
Índice de Mobilidade por Modo Coletivo e Faixa Etária - Região Metropolitana de São Paulo
Idade (anos)
Índice de Mobilidade por Modo Individual e Faixa Etária - Região Metropolitana de São Paulo
Idade (anos)
Índice de Mobilidade por Modo Motorizado e Faixa Etária - Região Metropolitana de São Paulo
Idade (anos)
Índice de Mobilidade Total e Faixa Etária - Região Metropolitana de São Paulo
Idade (anos)
Quanto maior a escolaridade, maior o índice de mobilidade total e o índice de mobilidade por modo individual. Com relação à mobilidade a pé, ocorre o inverso: ela é tanto maior quanto menor a escolaridade. A mobilidade por modo coletivo é crescente com a escolaridade, até o segundo grau completo / superior incompleto, e decresce para a escolaridade superior completo. Com relação à evolução do índice de mobilidade total, houve acréscimos de mobilidade em todas as escolaridades, principalmente para a categoria 1º grau completo / 2º grau incompleto e para a escolaridade superior. Os resultados são diversos se considerarmos os modos coletivo e individual: enquanto merece destaque no modo individual o acréscimo de mobilidade na escolaridade superior completo, no modo coletivo houve perda de mobilidade na escolaridade inferior ao 2º grau completo, e pequeno acréscimo na escolaridade acima do 2° grau completo.
Índice de Mobilidade por Modo Coletivo e Escolaridade - Região Metropolitana de São Paulo
Nível de Escolaridade
Índice de Mobilidade por Modo Individual e Escolaridade - Região Metropolitana de São Paulo
Nível de Escolaridade