Página 63 - Metr

Versão HTML básica

63
Arte no Metrô
deniSe MiLAn e ArY Perez
Denise Milan (São Paulo, SP, 1954), escultora
e artista multidisciplinar, aproximou-se da
arte por intermédio da dança e do teatro, que
estudou, respectivamente, na Espanha e nos
Estados Unidos. Em 1980, aproximou-se das
artes visuais. Seu interesse pelo tridimensi-
onal começou por trabalhos de colagem que
evoluíram para objetos de arte e, finalmente,
para “esculturas cênicas”. Para a criação
dessas obras utiliza materiais diversos tais
como metais, madeiras e resinas e, sobretudo,
quartzos, além da luz. É figura destacada do
movimento de Arte Pública no Brasil.
Ary Perez (Goiás, GO, 1954) é engenheiro,
designer, ar t ista plást ico e cenógrafo.
Diplomou-se pela Escola Politécnica da
Universidade de São Paulo, onde atualmente
é professor. Paralelamente a seu trabalho
na área tecnológica e científica, desenvolve
atividades no campo das artes, em colabo-
ração com sua parceira Denise Milan e outros
artistas e designers internacionais.
Denise Mi lan e Ary Perez par t iciparam,
mediante trabalhos individuais ou em dupla,
de mostras em impor tantes inst i tuições
artísticas brasileiras, entre elas o Museu de
Arte de São Paulo – Masp, Museu de Arte
Moderna de São Paulo – MAM/SP, Museu
de Arte Contemporânea da USP / MAC/USP,
Bienal de São Paulo. No exterior, suas obras
foram exibidas em exposições no Barbican
Centre, Londres; Art in General, Nova York;
Hakone Museum, Japão; Museum of
Contemporary Art e Art Institute, Chicago,
entre outras. Denise Milan expôs individual-
mente na Galeria São Paulo (1981), Galeria
Nara-Roesler, São Paulo (1993), Museu de Arte
de São Paulo - Masp (1997), Museu do Estado
do Pará, Belém (2002), Museu de Arte
Sacra, Belém (2003), MAC/USP (2004), SESC
Araraquara e Santo André (2007), Galeria
Virgílio (2012), entre outras, e publicou os
livros
Cadumbra
e
Améfrica
.
Engajados no espírito da arte pública, de
levá-la ao encontro de milhares de pessoas,
Denise Milan e Ary Perez são autores do
notável escultórico
Américas’ Courtyard
,
instalado em 1998 na esquina da Columbus
Avenue e Monroe Street, no Adler Planetarium,
em Chicago, uma das maiores peças de arte
pública da cidade. Em São Paulo têm várias
instalações em locais públicos, entre elas
Drusa
, no Vale do Anhangabaú (1992),
Um
Furo no Espaço
, no Museu de Arte Contem-
porânea da USP (1992),
Palas Atenas
, no
Campus da Cidade Universitária, Escola
Pol i técnica (1994),
Tempos de Cura
, no
Hospital Albert Einstein (1999),
Metamorfose
,
no Planetário do Parque do Carmo (2006),
Pátio das Américas
, no SESC Interlagos (2006)
e
O Ventre da Vida
, na Estação Clínicas do
Metrô de São Paulo (1993), no corredor que dá
acesso ao Hospital das Clínicas. Essa obra
é constituída por cristais de rocha iluminados,
vistos por uma abertura na parede. Uma das
leituras possíveis dessa obra é a exaltação
da essência, do sentido interior das pessoas
e das coisas, em contraposição à sua aparência.
Ela incorpora ainda a ideia do equilíbrio do
corpo e da mente em função do poder de
energização dos cristais.