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Arte no Metrô
título
Sem Título
Gênero
Pintura
técnica
Acrílica e pastel seco sobre tela
dimensões
1,8 m x 1,15 m
data
1988
Localização
Linha 1 - Azul, Estação Liberdade, mezanino
cArLoS YASoShiMA
Carlos Alberto Yasoshima (São Paulo, SP, 1948),
pintor, desenhista, gravador e professor, é filho
de pai japonês e mãe brasileira. Forma-se
em Comunicação Social e trabalha como
diretor de arte em importantes agências de
publicidade, entre elas a McCann-Erickson
do Brasil.
Atraído pela criação subjetiva, começa a
estudar gravura com Omar Guedes e pintura
com Carlos Fajardo em meados dos anos
1970. Sua obra, inicialmente figurativa, toma,
com o tempo, os caminhos da abstração. Em
1980, Carlos Yasoshima começa a mostrar
publicamente suas obras. Nesse ano participa
de três salões de arte, de uma coletiva no
Centro de Artes do Shopping News e realiza
três individuais: no Museu de Arte de São
Paulo – Masp, no Espaço Cultural do Banco
do Brasil em Atibaia, SP e na Itaugaleria de
Brasília, DF. A partir de então, intensifica sua
participação em numerosas mostras coletivas
entre elas a V Exposição de Belas Ar tes
Brasil-Japão, realizada em Tóquio, Atami e
Kioto, em 1981, e em salões de arte, entre eles
o Salão de Artes Plásticas do Embu, no qual
recebe a Grande Medalha de Ouro em 1980
e o Bunkyo no qual conquista uma Menção
Honrosa em 1988, o Prêmio MagiColor, em
1989 e o Prêmio Acrilex, em 1997. Atualmente
é professor de oficina de artes na área de
educação especial.
Em 1988, por ocasião das comemorações
dos 80 anos da imigração japonesa, Carlos
Yasoshima fez parte do grupo de onze jovens
artistas nipo-brasileiros cujas obras foram
incorporadas ao acervo permanente do
Metrô de São Paulo e instaladas na Estação
Liberdade.
Para Carlos Yasoshima, “a oportunidade de
par ticipar desse projeto representou um
marco significativo tanto em minha biografia
quanto em minha obra, uma vez que, por um
lado, expressa a busca de integração entre
minhas origens e, por outro, expõe o meu
trabalho a um sem-número de olhares apres-
sados, curiosos, surpresos, tão diversos,
enfim, quanto a combinação dos matizes
que compõem a minha tela”.